sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Falar igual ao bebê acelera desenvolvimento da linguagem



Oi mamãe e papai!
Mais tarde, quando as crianças completaram dois anos, os pais preencheram um questionário que media quantas palavras seus filhos conheciam. Resultado: as crianças cuja família havia usado mais “baby talk” sabiam, em média, 433 palavras; já aquelas cujos pais priorizavam a linguagem normal, evitando o “baby talk”, conheciam apenas 169 vocábulos.

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“O que nossa análise mostra é que a prevalência de fala infantilizada está ligada ao melhor desenvolvimento da linguagem, tanto no presente quanto no futuro”, diz Patricia Kuhl, coautora do estudo. “Não basta falar, falar e falar com a criança. O mais importante é trabalhar a interação e o envolvimento com a linguagem”. Ela afirma que o objetivo deve ser engajar a criança na conversa e fazer com que ela balbucie em resposta. Quanto mais isso acontecer, melhor será o desenvolvimento da fala.



Sem erros
Para Carolina Ruiz, coordenadora do serviço de fonoaudiologia do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, os resultados do estudo podem estar associados à musicalidade da voz. “A audição é um sentido desenvolvido ainda dentro do útero, e sons agudos muito melódicos chamam a atenção da criança depois que ela nasce”, diz a especialista. “Quando falamos com um som infantilizado, colocamos muito mais melodia na fala, o que atrai atenção e faz com que a cognição da criança seja ativada, ajudando no desenvolvimento neurológico e, consequentemente, no desenvolvimento da fala”.



Vale ressaltar que a fala infantilizada não deve ter erros. É comum que os pais passem a pronunciar palavras erradas porque acham bonitinho o modo como o filho fala, mas isso acaba reforçando o erro e retardando o aprendizado. Por isso, mesmo dando ênfase aos sons, ao ritmo e às vogais, faça sempre a pronúncia correta das palavras.

A fonoaudióloga do Hospital Infantil Sabará, Denise Madureira confirma que falar com o bebê numa linguagem mais acessível e próxima da dele pode ser benéfico, contanto que se limite a determinada fase do desenvolvimento. “Não há problema quando a mãe tenta entrar na linguagem do bebê. Isso até fortalece o vínculo e faz com que a criança se sinta mais segura. O importante é saber quando parar”, alerta.



Segundo Denise, prolongar demais a infantilização da fala pode ter o efeito contrário e acabar atrapalhando o desenvolvimento natural. “A partir do momento em que a criança já anda, tem contato com as pessoas e consegue se socializar, ela não precisa mais desse apoio [linguístico]”, afirma. Ela aconselha que, aos poucos, os pais passem a falar normalmente, acompanhando a própria evolução do filho.

Carolina Ruiz complementa: “Depois de um ano a criança já tem audição seletiva e consegue direcionar a atenção dela para um som apenas. Com essa capacidade, ela não precisa de estímulos a mais para chamar a atenção”.

Olho no olho
Outra dica importante para ajudar no desenvolvimento linguístico dos bebês é manter o contato visual durante os diálogos. Para Carolina Ruiz, o que prende a atenção do bebê é o tom da voz, a expressão facial e a linguagem corporal. “Por isso, um dos pontos principais é falar olhando no olho da criança. Quando você fala face a face, ela tem o apoio visual da movimentação do seu lábio e isso é muito importante no desenvolvimento da linguagem”, diz a fonoaudióloga.



A mesma pesquisa americana concluiu que conversar com o bebê a sós, sem a presença de outros parentes ou crianças, é mais eficiente para o desenvolvimento da fala do que conversar em meio a um grupo grande de pessoas. Denise sugere ainda que as mães aproveitem as horas de intimidade com o filho para estimular a fala. “Pode ser na hora da alimentação, no banho, na troca da fralda, em momentos que favorecem a proximidade. Quanto mais a criança tiver esse apoio, melhor ela vai se desenvolver”.

As fonoaudiólogas dão mais duas dicas para os pais. A primeira é não deixar que a linguagem gestual ocupe o lugar da fala. Ou seja, se a criança aponta para pedir um brinquedo em vez de dizer o que quer, os pais não devem simplesmente entregar o objeto. O melhor é que digam o nome do brinquedo antes de entregá-lo, incentivando assim a criança a verbalizar suas ideias.

A segunda dica é ficar de olho na alimentação, um fator importante para o fortalecimento da musculatura facial, que terá impacto direto na fala. Denise aconselha que, a partir dos sete meses, os bebês passem a receber comidas mais consistentes de diferentes tipos, o que ajuda a desenvolver a mastigação e, consequentemente, os músculos e articulações do rosto.

Matéria da Revista Crescer
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