quarta-feira, 26 de março de 2014

10 dicas para lidar com ciúme do irmão

Oi mamãe e papai!

A chegada do novo irmão muda a dinâmica familiar. Se os pais e avós estão contentes com a chegada do bebê, o irmãozinho mais velho talvez não esteja tão animado assim. Acostumado a ser o centro de tudo, agora ele será obrigado a dividir a atenção dos pais com o irmão novo e nem sempre o primogênito aceita sem aquela'ciumeira'.
Assim, muitos pais e mães tem que lidar com a manifestação de ciúmes do filho. Algumas dessas manifestações costumam ser regidas por condutas regressivas como voltar a usar chupeta, voltar a fazer xixi na cama novamente, utilizar uma linguagem bem infantil e até mesmo situações intensas de nervosismo e irritação.
A psicopedagoga e terapeuta familiar, Quézia Bombonatto, explica que é normal que o filho mais velho apresente demonstrações de ciúmes, sinta-se inseguro ou até reaja com raiva em resposta ao nascimento do irmão. Isso porque a experiência do nascimento de um irmãozinho está entre as mais estressantes para uma criança.
'Seu meio social sofre mudanças significativas que vão alterar a dinâmica familiar até então formada por mãe-pai-filho. Sem contar que a criança tem que dividir seu espaço com alguém que ainda não está preparado para interagir ou brincar com ela. Esse ciúme é uma forma de 'reclamar' a atenção, às vezes exclusiva, que a criança sente como perdida e está relacionado com o medo de deixar de ser amada'


Ciúme do bebê é normal

É normal o ciúme do irmão mais velho do bebê, mas  é fundamental que os pais ajudem a criança a elaborar recursos pra lidar com esse sentimento. 'Os pais, ao mesmo tempo em que precisam ensinar a criança a esperar, precisam atendê-la em sua necessidade nessa fase inicial que será uma adaptação para todos', explica Roberta, autora do livro '100% madrasta – Quebrando as barreiras do preconceito' (Ed. Integrare).



Criança luta para reaver a atenção total dos pais

Todo mamífero precisa ser cuidado por outros enquanto é bebê. O ser humano, entre todos os mamíferos, é o que tem uma infância mais longa, portanto, é o mais dependente desses animais. Se não houver alguém para alimentá-lo, protegê-lo, suas chances de sobrevivência ficam comprometidas', explica Mônica Valentim, mestre em psicologia.
E, para que isso ocorra, é fundamental que ele seja notado. Com a criança não é diferente: desde que nasce vai se dando conta de que consegue ter fraldas trocadas e outras necessidades atendidas atraindo a atenção dos adultos a sua volta. E isso vai se tornando cada vez mais essencial. 'Assim, quando nasce um irmãozinho, as atenções naturalmente se voltam para a novidade. A criança que luta para reaver a atenção, no fundo, luta por sua própria sobrevivência', conta Mônica.


Criança luta para reaver a atenção total dos pais

Entre as manifestações de ciúme do bebê é comum a criança voltar a chupar chupeta ou o dedo, fazer xixi na cama, se opor a comer sozinha, ter problemas na escola, utilizar uma linguagem infantilizada, irritação ou nervosismo. Sem contar na agressividade dissimulada, ou seja, a criança machuca o nenê quando vai fazer um carinho.
'Mas essas manifestações variam em função do temperamento da criança, da forma como a família lida com a situação e de como a criança foi preparada para a chegada do irmãozinho', explica Quézia Bombonatto.
Às vezes essa agressividade é contra a mãe, derramando o perfume, jogando a comida no chão. 'Pode acontecer de a criança aceitar o novo irmãozinho e, a princípio, não demonstrar ciúmes, mas, quando o nenê crescer um pouquinho e começar a pegar os brinquedos da criança e mexer nas suas coisas, ela começa as cenas de ciúmes', diz.


Pais devem estimular comportamentos positivos do filho

Os pais devem estimular os comportamentos positivos como pedir ajuda nos cuidados com o nenê, mostrando que aprecia a ajuda do filho nos cuidados com o irmãozinho. 'Devem motivar o relacionamento com o bebê e ser firmes em relação às atitudes agressivas, mas sem fazer com que a criança se sinta culpada', explica a psicopedagoga.
Na opinião da terapeuta familiar Roberta Palermo, as atitudes positivas dos pais pode sim fazer a diferença. 'Os pais devem mostrar que a criança já é competente para ter atitudes de sua idade, o que é bem melhor do que ainda ser apenas um bebê. Estar crescido traz outras vantagens e os pais devem elogiar a criança sem ela ter que chamar a atenção feito bebê', explica.



Exemplo de como os pais podem se comportar diante da ciumeira

A psicóloga Mônica Valentim ressalta que o ideal é que os pais reconheçam o direito que a criança tem de sentir ciúme, acolhendo suas emoções com compreensão para então ajudá-la a agir de modo socialmente aceitável diante de seus sentimentos. Assim, o foco tem que ser colocado em ensinar maneiras mais apropriadas.
'É possível, por exemplo, dizer a criança: eu sei que tem sido difícil, mas entenda que, por mais que eu tenha que cuidar do seu irmão ainda te amo e não vou te abandonar. Tente ter um pouco de paciência que eu já vou cuidar também de você. É importante lembrar que uma criança só continuará com comportamentos inadequados para chamar atenção se ninguém a ensinar alternativas melhores', adverte a psicóloga.


Nada de bater na criança ou a colocar de castigo!

'Não vale a pena bater nem colocar de castigo. Por pior que seja a punição, considerando que o objetivo de obter atenção foi atingido, dificilmente a criança deixará de agir assim em função dessas consequências. A punição mostra o que não deve ser feito, mas não ensina o que se deve fazer. Ninguém nasce sabendo', explica Mônica, autora do livro 'Por que falamos como bebês quando falamos com bebês?'.


Ciúme do irmão pode ser prejudicial ao desenvolvimento da criança

Caso a criança apresente dificuldades em demonstrar o que sente em relação ao seu irmão, ela poderá precisar de ajuda para poder falar sobre o que sente.
'O ciúme pode ser algo construtivo para a personalidade do indivíduo e, a partir desse sentimento, ele vai começar a se preparar para a competitividade da vida. Mas, quando não tiver uma intervenção adequada, pode se transformar em um sentimento altamente destrutivo que transitará para a vida adulta com características de vitimização', afirma Quézia.



Como os pais podem preparar o filho à chegada do bebê?

Os pais devem contar depois do 3º mês quando é mais garantido não perder o bebê. E devem falar animados em como será bom receber um novo membro na família. 'A criança terá companhia para passeios e brincadeiras, vai poder ajudar na compra de roupinhas, ir ao ultrassom para ver o bebê, poderá ganhar um item novo no quarto dele quando começar a arrumar o quarto do bebê', opina Roberta Palermo.
Outra dica é chamar a criança para participar dessa 'festa' desde o começo. 'Há famílias que vivem uma expectativa coletiva na qual a criança mais velha é inserida e convidada a vivenciar o acolhimento do novo membro ativamente. Nesses casos, observam-se menos manifestações de ciúme ao menos em sua forma mais negativa, que é mais comum quando a criança se sente excluída', ressalta Mônica Valentim.


Chegada do irmão deve causar poucas alterações na vida da criança

A psicopedagoga Quézia Bombonatto conta que a chegada do novo irmão deve acarretar as menores alterações possíveis na vida da criança. Assim, este não é o momento adequado de fazer mudanças (de quarto, de entrar ou mudar de escola) ou mesmo pedir que a criança ceda seu berço ao irmãozinho.
'Se estas mudanças forem necessárias convém que sejam feitas antes do nascimento do bebê. Também é importante que a criança não se sinta 'abandonada' durante o tempo que a mãe estiver na maternidade, explicando-lhe com antecipação que a mamãe terá que se ausentar por alguns dias dando a ele a segurança de se sentir atendido e querido', explica Quézia.


Envolver a criança com os cuidados com o bebê é uma alternativa

É importante que a criança tenha oportunidade de participar dos cuidados e brincadeiras. Sempre sob a supervisão de um adulto. A criança se sentirá importante por ser responsável por pequenas tarefas', opina a terapeuta familiar Roberta Palermo.
'Pode colocar o nenê nos braços do irmão mais velho, incentivando-o a cuidar dele, mas com naturalidade e sem imposição', afirma Quézia Bombonatto. Mas, ressalta Mônica, a criança pode ajudar desde que ela deixe de ser cuidada para se tornar cuidadora. 'É preciso que continue a ser criança e receba a atenção de que necessita. Aprender que cuidar também é gostoso e faz tão bem quanto ser cuidado pode ser uma maneira de superar um pouco o ciúme', diz a psicóloga.



È pelo que estou vendo vou ter  que ir falando para minha filhota sobre a possibilidade dela ter um irmãozinho. Acho que isso já vai ajudando a trabalhar a cabecinha dela.


Beijinhos!
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Um comentário:

  1. Oi Núbia!

    Gostei da postagem! Indicarei para as minhas filhas... Cada uma tem um filha (minhas queridas netas Hehehe)

    Abraços, Iris

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