segunda-feira, 10 de março de 2014

Por que será que os bebês gostam de jogar tudo no chão?

Oi mamãe e papai!

Bebê (Mariana Vieira brincando/ Foto cedida pela mamãe Renata Constância para o Cantinho Infantil da Bia 

Um bebê de poucas semanas gosta tanto de jogar as coisas no chão quanto um de 8 meses. No primeiro e no segundo caso, trata-se de uma ação automática, cuja motivação ainda não foi esclarecida pelos especialistas. Ao continuar agindo assim entre 1 e 2 anos, a criança começa a explorar os objetos, a perceber que essa brincadeira tem outras consequências, inclusive a de ver o pai e a mãe irritados enquanto se abaixam para pegar uma colher no chão. Essa atitude é uma forma de aprendizado, embora os adultos possam não encarar dessa maneira. Para uma criança pequena, é a chance de entender que objetos desaparecem e reaparecem, enquanto para uma mais velha, pode significar a descoberta de sons diferentes.
Claire Lerner afirma que essa dinâmica tem grande valia. “Você pode ensinar muito a partir dos interesses do seu filho, neste caso, incentivando a percepção dos sons”, sugere. Ou seja, o tilintar agudo da colher caindo no chão é pura informação para ele e vale ressaltá-la, chamando sua atenção para o barulho. E se for o caso de repreendê-lo – porque, convenhamos, você ficará cansado de recolher objetos tantas vezes ao dia –, converse com seu filho e ajude-o a entender que sabe que ele está se divertindo, mas que nem tudo deve ir ao chão. Isso não requer raiva, castigo ou alteração de voz.
Mariana Vieira brincando/ Foto cedida pela mamãe Renata Constância para o Cantinho Infantil da Bia 

Quando os nervos falam mais alto, os circuitos cerebrais da criança deixam de funcionar adequadamente e ela não aprende mais nada. Para se ter uma ideia, pesquisadores da Universidade de Oregon (EUA) mapearam a atividade cerebral de bebês de 6 a 12 meses cujos pais brigavam frequentemente e verificaram que as áreas ligadas ao estresse reagiam excessivamente ao ouvir vozes exaltadas, interferindo no controle emocional e no aprendizado.
Fonte: Revista Crescer.
Beijinhos!

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