sexta-feira, 21 de março de 2014

Vejam os problemas invisíveis que podem afetar a gravidez

Oi mamãe e papai!

Na gravidez, o corpo da mulher muda completamente: há mais sangue e líquidos circulando, o coração bate 20% a mais do que o normal, a pressão baixa, o útero aumenta de tamanho e comprime a bexiga e os demais órgãos, vem a prisão de ventre, aparecem varizes e estrias, entre outras alterações.
Antes que essa lista pareça assustadora, saiba que entender tudo o que pode acontecer com você durante os nove meses é fundamental para ficar atenta a alguns problemas que podem surgir de forma silenciosa. 

Confira o que a Carolina Ambrogini, obstetra da Unifesp, diz.

1)  Álcool
Fique longe dele durante a gestação. Um estudo realizado pela Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, com 1.264 mulheres apontou que, mesmo em doses baixas, o álcool pode elevar o risco de o bebê nascer prematuro ou com peso inferior ao esperado.

O maior problema do álcool é que ele passa livremente pela placenta até o feto e permanece lá por mais tempo do que em você, já que o fígado em formação do bebê metaboliza a substância duas vezes mais lentamente do que o fígado da mãe. Além disso, dependendo do grau de exposição, o álcool pode afetar o crescimento do cérebro e dos órgãos da criança, o que fará diferença no jeito que ela pensa, age e aprende no futuro.
2) Fumo passivo
Há muitos estudos que mostram que as mais de quatro mil substâncias nocivas do cigarro prejudicam o desenvolvimento do bebê e aumentam os riscos de aborto e parto prematuro. Agora, uma pesquisa inédita com mais de 80 mil mulheres apontou que a gestante exposta ao fumo passivo tem de 22% a 55% mais chance de dar à luz um bebê natimorto, dependendo do tempo da exposição à fumaça. A conclusão veio da Stanford University Medical Center, na Califórnia. Os pesquisadores estão estudando mais detalhadamente as causas, mas reforçam que os malefícios em fumantes passivas são tão altos quanto em ativas. 

3) Falta de higiene bucal 
Cuidar direitinho dos dentes é uma ação sempre bem-vinda, especialmente quando se está grávida. Um estudo da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que processos inflamatórios na gengiva estimulam o aumento de um hormônio chamado prostaglandina, que pode induzir o parto prematuro do bebê.

De acordo com Carolina, as doenças periodontais (da boca) são silenciosas e, por isso, todo cuidado é pouco. “A grávida tem mais propensão ao tártaro e ao sangramento na gengiva. Uma higiene bucal adequada é fundamental, com direito a fio dental, escova e antissépticos bucais. É importante também consultar um dentista para ver se está tudo em ordem”, explica.
4) Excesso de atividade física
Antes da gravidez eram 40 minutos de esteira, 25 de bike e meia hora nos aparelhos de musculação? Agora é preciso desacelerar um pouquinho, como alerta a obstetra: “Todo excesso na gravidez deve ser evitado. Quando o esforço físico é muito intenso, a grávida pode aumentar o tônus uterino, o que leva a um trabalho de parto prematuro".

Por outro lado, o sedentarismo também causa desconforto. “As mulheres que não fazem nenhum tipo de atividade podem enfrentar uma gestação mais cansada, com menos disposição. O ideal é fazer atividades físicas leves, de intensidade moderada.”
5) Banho quente
Nos dias frios, aquele banho quentinho é uma delícia, mas atenção: gravidez e água fervendo não combinam. “No primeiro trimestre de gestação, é preciso fugir das altas temperaturas. Tomar banho de banheira ou de ofurô ou frequentar uma sauna nem pensar”, alerta Carolina. Isso porque, de acordo com a especialista, o calor estimula a vasodilatação do corpo e baixa a pressão arterial, o que pode causar má-formação no feto.

6) Café, chá mate e canela
Sair para o cafezinho da tarde? Só se for um copo bem pequeno. A obstetra explica que a cafeína (presente nos alimentos citados acima) em altas doses pode induzir ao abortamento, além de aumentar a frequência cardíaca e elevar os riscos de mal-estar. “O recomendado é que não passe de três xícaras de café coado ou duas de expresso por dia. Um copo por dia de chá mate não faz mal”, explica Carolina.

7) Chá verde 
Fuja dele. “Esse tipo de chá contém substâncias que inibem a produção de ácido fólico[vitamina do complexo B] no organismo da grávida. A falta desse nutriente pode causar má-formação no tubo neural do feto”, alerta Carolina.

8) Dietas restritivas
Uma alimentação balanceada é mais do que necessária: além de o feto não receber os nutrientes necessários para o desenvolvimento, a falta de calorias pode levá-lo à obesidade infantil, de acordo com um estudo feito pelo Hospital Universitário de Nottingham, no Reino Unido. Os pesquisadores descobriram que, quando a mãe impede que o feto receba alguns nutrientes, a programação das células de gordura do bebê se altera, o que futuramente pode significar um quadro de distúrbio alimentar.

A especialista alerta: “Ao longo da gestação, a mulher pode aumentar em 400 calorias a sua alimentação. Menos do que isso é um problema. Em vez de dieta, ela pode diminuir alimentos que não fazem falta no cardápio, como doces e frituras”.
9) Diet e light 
Os adoçantes do tipo ciclamato de sódio e sacarina não são recomendados, pois podem causar má-formação do feto. “Antes de comprar um alimento diet ou light, verifique o rótulo para descobrir a composição. Os adoçantes naturais, como frutose, mel ou melaço, são sempre os mais recomendados.”

10) Laxante
A constipação é reclamação constante das grávidas. Isso porque, além de o intestino ficar comprimido pelo útero, a progesterona (hormônio da gestação) o deixa mais preguiçoso. Mas, para se livrar do problema, nada de recorrer aos laxantes normais. “Esses produtos podem trazer uma cólica intestinal muito forte. Por isso, durante a gravidez, o melhor é usar laxantes naturais ou à base de fibras. Antes de sair comprando, procure o médico para que ele indique o melhor para você.”

11) Contato com a terra
A maioria das pessoas já teve contato com a doença toxoplasmose mesmo que não se lembre depois. Isso porque essa infecção, causada por fezes de gato ou ingestão de carnes cruas ou mal-passadas, é na maioria das vezes assintomática.

O problema é quando ela se manifesta na gravidez. “Quanto mais cedo o bebê for infectado, pior. A toxoplasmose pode levar a um aborto espontâneo ou trazer problemas de visão e cérebro ao longo do desenvolvimento da criança”, explica a especialista.
Se a gestante já pegou essa doença antes de estar esperando bebê, seu organismo desenvolveu imunidade. Caso contrário, o ideal é que ela evite o contato com as fontes da doença. "Para prevenir, consuma carnes bem passadas e alimentos cozidos. Práticas de jardinagem devem ser moderadas e o contato com a terra deve ser evitado, uma vez que ela pode estar contaminada com fezes de gato.”
Beijinhos!

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