quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Toxoplasmose na gravidez: Saiba quais são os riscos

A toxoplasmose é uma doença transmitida pelo solo, alimentos, água e fezes de animais contaminados, que pode causar graves alterações no bebê quando a mãe é contaminada durante a gestação.

 A toxoplasmose também é conhecida como a 'doença do gato' porque esse é hospedeiro do toxoplasma, embora não sofra com seus efeitos. 

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A toxoplasmose na gravidez geralmente é assintomática para a mãe, mas que pode ser muito perigosa para o bebê. Essa doença é provocada pelo protozoário Toxoplasma Gongii, que pode estar presente na carne crua ou mal passada, em alimentos crus contaminados e na terra contaminada com fezes de gatos que têm toxoplasmose.

A maioria das mulheres desenvolve imunidade ao longo da vida, e cerca de 1/3 da população mundial é imune, mas quando a mulher é contaminada pela primeira vez com esse protozoário durante a gravidez, ele poderá afetar o bebê causando graves alterações como cegueira ou atraso mental.

Sintomas da toxoplasmose na gravidez

Normalmente as pessoas são contaminadas com a toxoplasmose sem apresentar sintomas, mas quando a contaminação acontece durante a gravidez, a mulher pode apresentar sintomas como: 

Febre baixa;
Mal-estar;
Ínguas inflamadas, principalmente no pescoço e
Dor de cabeça.
Mesmo que a gestante não apresente sintomas, durante a gravidez é sempre realizado um exame para saber se a mulher é imune, o que significa que ela já teve contato com o T. Gondi, e não pode ser contaminada novamente, ou se ela não é imune, o que representa o risco dela ser contaminada durante essa fase. 
Esse exame é feito em cada trimestre de gestação, durante o pré-natal. 

Se for descoberto que a mulher foi contaminada recentemente, e possivelmente durante a gravidez, o obstetra pode solicitar um exame chamado amniocentese para verificar se o bebê foi afetado ou não. A ultrassonografia também é necessária para avaliar se o bebê foi afetado, especialmente no final da gestação. 

Como acontece a contaminação 

A contaminação com o T. Gongii pode acontecer das seguintes formas:

Ao ingerir alimentos contaminados com as fezes do gato que tem o T. Gongii;
Ao ingerir acidentalmente o parasita, depois de mexer na caixa da areia do gato infectado;
Ao consumir carnes cruas ou mal-passadas que estejam contaminadas;

Ao consumir frutas e vegetais crus contaminados. Lavar estes alimentos adequadamente normalmente elimina o parasita. 
O ciclo de contaminação acontece quando o gato come carne crua contaminada com os cistos do protozoário. Depois o parasita sai de dentro dos cistos e replica-se dentro do corpo do animal, onde se origina o ooscisto que forma o protozoário que sai nas fezes do gato. As fezes do gato podem contaminar a terra e a água, o que pode contaminar outros animais, frutas e vegetais. 
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Gatos domésticos criados apenas com ração e que nunca saem de casa, tem muito menos risco de estarem contaminados, quando comparamos com os que vivem na rua e se alimentam de tudo o que encontram pelo caminho. 

Riscos da toxoplasmose na gravidez

A toxoplasmose só é grave e afeta o bebê quando a mulher é contaminada durante a gravidez, principalmente no 3º trimestre de gestação. Durante o primeiros trimestre da gestação, o risco de o bebê ser infectado é menor, mas os riscos de lesões são maiores. Assim, se for descoberto que a mulher tem toxoplasmose o médico indica a toma de antibióticos para proteger o bebê. 

Os riscos da toxoplasmose na gravidez são:  

Aborto espontâneo;
Parto prematuro;
Malformações do feto;
Baixo peso ao nascer;
Morte ao nascer.
Após o nascimento, os riscos para o bebê que nasce com toxoplasmose congênita são:

Alterações no tamanho da cabeça do bebê;
Estrabismo, que é quando um dos olhos não fica na direção correta;
Inflamação dos olhos, podendo evoluir para a cegueira;
Icterícia intensa, que é pele e olhos amarelados;
Aumento do fígado;
Pneumonia;
Anemia;
Inflamação do coração;
Convulsões;
Surdez;
Retardo mental.
A toxoplasmose também pode não ser detectada no momento do nascimento, podendo se manifestar meses ou até anos depois do nascimento. 

Tratamento para toxoplasmose na gravidez

O tratamento para toxoplasmose na gravidez é feito através do uso de antibiótico para tratar a mãe e reduzir o risco de transmissão ao bebê. Os antibióticos e a duração do tratamento irão depender do estágio da gravidez e da força do seu sistema imune. Os antibióticos que podem ser usados incluem Pirimetamina, Sulfadiazina, Clindamicina e Espiramicina. Se o bebê já estiver infectado, o seu tratamento também é feito com antibióticos e deverá ser iniciado logo após o nascimento.

Como prevenir

Os cuidados para evitar toxoplasmose na gravidez são:
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Cozinhar bem a carne e lavar cuidadosamente as mãos depois de preparar;
Higienizar frutas e legumes que serão consumidos crus: deve-se utilizar água e água sanitária, na proporção de 1 colher de sopa de água sanitária para 1 litro de água. Os vegetais devem ficar mergulhados nessa mistura por 30 minutos e depois devem ser enxaguados em água corrente;
Consumir água potável;
Guardar os alimentos crus separados dos alimentos cozidos, para evitar a contaminação;

Usar tábuas e facas diferentes para a carne crua e para frutas e legumes;
Evitar o consumo de carnes cruas ou mal passadas em restaurantes;
Não comer salada em restaurantes;
Lavar bem as mãos depois de ter tocado na caixa de areia do gato;
Levar animais domésticos ao veterinário para avaliar a presença de doenças e tratá-las;
Evitar contato com as fezes dos gatos e se tiver que limpá-las, usar luvas. No final de tudo, lavar bem as mãos e as luvas;
Evitar contato com gatos abandonados;
Se cultivar jardins, usar luvas para se proteger da terra contaminada.
No entanto, mesmo seguindo essas dicas, o ideal é que a mulher deve realize um exame de sangue para verificar a presença de toxoplasmose e iniciar o tratamento adequado.


Fonte: Drª. Sheila SediciasGinecologista Tua Saúde 


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